A atividade intitulada de “SEPPIR – Uma década de Igualdade Racial” teve como objetivo apresentar à sociedade brasileira as ações desenvolvidas pela secretária desde a sua criação em 2003, pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, até os dias atuais.
O evento serviu também para que militantes do movimento negro, ciganos, quilombolas protestassem contra a eleição do deputado Pastor Marcos Feliciano (PSC) à presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.
“Essa instituição, que desenvolve um trabalho tão importante, teve na sua criação lideranças importantes para a luta contra o racismo no Brasil, como a ex-ministra Matilde Ribeiro, o deputado Edson Santos, Eloi Ferreira e, agora, uma militante do movimento negro brasileiro, a ministra Luiza Bairros. As políticas públicas no país se tornaram referência em diversas partes do mundo. Portanto, comemorar os 10 anos da Seppir é reconhecer a luta do movimento negro. Sem essa luta as políticas públicas não existiriam”, disse Luiz Alberto.
O parlamentar baiano também destacou as políticas públicas importantes para o avanço do combate ao racismo no Brasil. “Na última década, conseguimos aprovação da Lei 10.639/2003, as políticas de cotas nas universidades e avanços na agenda quilombola no país”, lembrou.
Para Luiz Alberto, a luta quilombola ainda enfrenta uma dificuldade operacional e enorme resistência por parte dos interesses econômicos: “Essa política revela o tamanho do atraso no Brasil dos processos de democratização das terras. Portanto, temos muito que comemorar, mas temos também um longo caminho a ser trilhado. Foram 350 anos de escravidão, são muitos efeitos produzidos pelo racismo. Graças às ações articuladas do movimento negro conseguimos conquistas tão importantes para a população negra”.
FONTE: Site do Dep. Luiz Alberto
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